O número de alojamentos turísticos tem vindo a crescer nos últimos anos no concelho de Odemira, que é já procurado por turistas que chegam de fora da Europa.

No concelho de Odemira existem atualmente “perto de 400 alojamentos locais”, enquanto há três anos existiam “cerca de 60”, e contam-se também “perto de 70 alojamentos turísticos”, enquanto há quatro anos existiam “cerca de 45”, disse em declarações ao Diário da Feira o vice-presidente do município, Ricardo Cardoso.

“Isso demonstra que de facto a oferta turística no concelho de Odemira está a crescer”, disse o autarca, reconhecendo no entanto que parte desse aumento pode dever-se  a alterações de legislação no setor do alojamento que podem ter levado à regularização de alguns estabelecimentos que já existiam.

 

A procura por turistas estrangeiros tem vindo também a diversificar-se, segundo os dados recolhidos pelos postos de turismo locais. Além do público mais habitual, “espanhol, francês e alemão”, o concelho do litoral alentejano tem recebido turistas da Nova Zelândia, Canadá, Dinamarca, Rússia e Brasil.

 

O turismo de natureza tem tido um papel importante na atração de turistas, adiantou o autarca, que destacou a “observação de aves”, a “Rota Vicentina”, o “surf” e as atividades ao ar livre em geral como os principais motivos de visita ao concelho alentejano.

“Muitas [pessoas] vêm pelas atividades ‘outdoor’, uns pelo ‘birdwatching’, uns pelo rio Mira, que é um dos rios menos poluídos da europa, outros querem fazer a Rota Vicentina – a Rota Vicentina aparece aqui de forma exponencial na capacidade de atração -, outros que vêm pelo surf”, disse.

 

A aposta do município e dos empresários locais nos recursos naturais e no turismo desportivo e de natureza tem vindo a colher frutos, assegura Ricardo Cardoso, que diz que isso contribui para a sustentabilidade dos negócios turísticos ao longo de todo o ano, contrariando a tendência habitual da sazonalidade.

“Eu diria que há aqui uma focagem distinta e diferente e que demonstra que paulatinamente conseguimos ultrapassar de facto o problema da sazonalidade, é evidente que em julho e em agosto haverá sempre muito mais gente que nos outros meses, mas consegue-se neste momento em Odemira ter sustentabilidade em muitos negócios fora dessa época alta”, assegurou.

 

A FEI~TUR, com entradas livres, continua até ao final do dia de domingo em Vila Nova de Milfontes.

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