A partir da próxima Primavera há mais caminhos para descobrir no Sudoeste de Portugal, entre Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente.

A Rota Vicentina está a preparar uma nova fase de expansão, com vários projectos em desenvolvimento que incluem pequenos percursos circulares, trilhos vocacionados para BTT, turismo cultural e acessível. Os actuais 450 quilómetros de trilhos pedestres existentes entre Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente vão crescer para 750.

Parte desse crescimento deve-se à criação de 12 novos percursos circulares, que a Associação Rota Vicentina prevê abrir na primavera de 2018.

No Algarve, na Bordeira e na Carrapateira, já há novos percursos circulares prontos, com inauguração agendada para o próximo sábado, dia 24.

Com os novos percursos a expectativa é atraír um novo público, segundo disse em declarações ao Diário da Feira durante a Feira Nacional de Turismo Desportivo e de Natureza, a decorrer em Vila Nova de Milfontes, a presidente da Associação Rota Vicentina, Marta Cabral.

 

O aumento do tempo médio de estadia em cada alojamento local da região é também um dos objectivos deste investimento.

 

Os novos percursos vão ser apresentados em sessões públicas, com o intuito de recolher contributos da comunidade, já  a partir de segunda-feira, dia 19, às 18:00, em Odemira. Segue-se, sempre à mesma hora, uma sessão em Vila do Bispo (dia 21), em Sines (dia 22), Santiago do Cacém (dia 26) e Aljezur (dia 29).

Em complemento aos trilhos pedestres e a actividades de natureza mais desportivas e de contacto com a natureza, está  também previsto associar à actual oferta da Rota Vicentina produtos turísticos de índole cultural e também artística – que valorizem o medronho, a cortiça, a pesca, entre outros aspectos identitários do Sudoeste de Portugal – e será também desenvolvida uma estratégia de promoção da utilização dos trilhos por turistas com necessidades especiais, com vista abranger o turismo acessível.

O desenvolvimento integrado do projecto, que abrange várias vertentes, “assente naquilo que é endógeno”, tem sido o caminho defendido pela Rota Vicentina, sempre com a sustentabilidade do projecto e da região em mente, destacou ainda Marta Cabral.

“Estamos perante um paradigma novo em que o turista quer qualidade e a qualidade deixou de ser ‘resorts de 5 estrelas’ e passou a ser a sensação de que partilha com os habitantes locais de um estilo de vida”, disse.

 

Este processo de expansão da Rota Vicentina está integrado num investimento estratégico ao abrigo do Programa Portugal 2020, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Conta também com o apoio dos seis municípios que a Rota Vicentina atravessa, ou seja, Sines, Santiago do Cacém, Odemira, Aljezur, Vila do Bispo e Lagos, assim como do Turismo de Portugal, da Região de Turismo do Algarve (ERT Algarve), da Região de Turismo do Alentejo (ERT Alentejo) e da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA).

Previous Ostras do rio Mira, para provar na Tasca do Celso
Next Presidente da Câmara de Odemira quer reforçar âmbito nacional da FEI~TUR