A Câmara de Odemira quer tirar partido do potencial turístico do rio Mira e para isso vai lançar o Plano Estratégico e Operacional de Valorização (PEOV) daquele que é considerado “a espinha dorsal” de todo o território odemirense.

“Pretendemos criar um conjunto de ações não só que valorizem a natureza do rio Mira como potenciar a atração de novas atividades ligadas ao turismo mas que não se esgotam nessa atividade económica”, revelou ao Diário da Feira o vice-presidente da Câmara de Odemira, Ricardo Cardoso que apresenta este sábado as linhas prioritárias do PEOV do rio Mira.

“O nosso concelho começa num dos espelhos de água que é a barragem de Santa Clara, estende-se até Vila Nova de Milfontes, cruza todo o concelho e potencia um conjunto de atividades que neste momento sentimos que podemos revitalizar ainda mais”, adiantou o autarca.

O plano, que está numa fase preliminar, prevê um conjunto de ações “muito latas” que vão sendo desenvolvidas ao longo do tempo e que se dividem em quatro objetivos fundamentais: valorizar o rio enquanto rio/natureza “preservando tudo o que é a sua atratividade em termos de flora”; a navegabilidade do rio entre Vila Nova de Milfontes e Odemira “com a criação de um conjunto de infraestruturas ao longo do rio que possam potenciar a sua navegabilidade”, melhorando os portos através da criação de abrigos e valorizando as atividades económicas ligadas ao rio, como “os turismos rurais, de habitação e restauração local” e por fim a requalificação urbana das povoações que são atravessadas pelo rio Mira, nomeadamente Santa-Clara-a-Velha, Odemira e Vila Nova de Milfontes.

No entender do autarca, tratam-se de povoações que “viveram durante muitos anos de costas voltadas para o rio” e apesar do turismo ‘sol e mar’ perdurar no tempo como um bom cartão de visita para os turistas “é preciso encontrar outras alternativas” e “fugir à sazonalidade”, criando “novas atividades e atrações” para tornar Odemira “num concelho visitável” todo o ano.

“Este vai ser um processo participado e para isso queremos ouvir os diversos atores locais, públicos e privados”, acrescentou Ricardo Cardoso que quer “cativar” uma “verba avultada” para financiar o plano. “Numa última fase do projeto, queremos candidata-lo a fundos comunitários mas primeiro queremos perceber quais são as entidades que podem executar cada uma das ações e depois quais são as possibilidades de financiamento dessas ações”, explicou.

Para concretizar o plano, a Câmara de Odemira vai apostar em parcerias com outras entidades para “desenvolverem estas ações”, como o próprio Estado, através da Capitania e do ICNF para “ultrapassar alguns dos obstáculos que possam surgir”, reforçou.

 

 

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