Foi a vontade de regressar às origens que motivou Sérgio Rodrigues e a companheira a deixarem Lisboa e a aventurarem-se por terras alentejanas. Em Sabóia, desde 2015, o jovem informático, de 38 anos, decidiu explorar uma outra vertente e criou a cerveja artesanal ‘Ale n’ Tejo’ feita à base de pão.

“Deixei a secretária e vim para o campo com a intenção de recuperar alguns terrenos da família e explorar a temática do medronho, enquanto produto endógeno”, conta o empresário que produz o “néctar” numa pequena destilaria e cervejeira.

Quis o destino que o projeto da cerveja artesanal se adiantasse ao do medronho e a ‘Ale n’ bic’, a empresa entretanto criada para o efeito, aguarda que o processo de licenciamento seja aprovado para “começar a produzir” na aldeia de Sabóia, no interior do concelho de Odemira.

A cerveja artesanal é produzida em Sabóia, Odemira e cruza produtos endógenos como o pão              © Helga Nobre

“O objetivo é ter uma cerveja local feita em Sabóia e com sabores locais”, reforça Sérgio Rodrigues que mistura o alecrim, os óregãos, as sementes de coentros e o famoso pão das Amoreiras numa cerveja artesanal “feita com métodos tradicionais e produtos premium”.

“O pão caseiro é um dos produtos emblemáticos do Alentejo e na procura pelos diferentes sabores de cerveja encontrei muitas variedades e a cerveja com pão chamou-me a atenção porque a ideia é promover os produtos locais”, explica o produtor que começou por fazer “uma açorda”.

“Na altura da produção, quando temos os cereais, inclui o pão que só por si tem sal, açucares e sais, ingredientes que são aproveitados posteriormente na fermentação da cerveja e que lhe dá um sabor diferente. Acho que resultou porque as pessoas têm curiosidade e provam mas aquela que tem mais saída é a de alecrim porque as pessoas revêem-se nesse sabor por ser uma cerveja mais leve”, diz Sérgio Rodrigues.

Para já, a cerveja artesanal é distribuída pela Rural Store e já é comercializada num local, no Algarve.

 

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