O Festival Músicas do Mundo (FMM) retoma hoje em Sines a “viagem” por sonoridades de 36 países e de cinco continentes, que começou em Porto Covo na sexta-feira.  Ao todo, são 56 os projetos musicais que sobem aos palcos alentejanos em nove dias dedicados à música.

Este é o maior cartaz de sempre do FMM, que em três dias na aldeia turística de Porto Covo já fez “muita gente feliz”, acredita o programador do festival, Carlos Seixas.

“Foram três dias de sol, três dias com muita gente feliz e música também muito agradável e diversificada”, disse em declarações ao Diário da Feira ao final da última noite de espetáculos na aldeia turística do concelho de Sines, destacando também as “estreias” nos palcos das “descobertas” de vários projetos musicais.

Foi o caso do sineense André Batista, que estreou também o palco, já que abriu a 19.ª edição do FMM em Porto Covo. Também Leyla McCalla (EUA/Haiti), Bareto (Peru), Costa Neto & João Afonso (Moçambique), que se juntaram pela primeira vez apresentar um projeto conjunto no festival, Gustavito & A Bicicleta (Brasil), Mabang (China), Nessi Gomes (Reino Unido) e The Barberettes (Coreia do Sul) se estrearam no FMM, sendo, para alguns dos músicos, também a primeira vez que atuaram em Portugal.

Com o Largo Marquês de Pombal, em Porto Covo, cheio nas três noites de música, Carlos Seixas pensa que o público possa ter crescido “um pouco”, embora seja difícil confirmar essa percepção, por o acesso ao espaço ser livre e aberto, com circulação permanente de pessoas.

Pelas ruas da aldeia, o movimento mais intenso é notório, com grupos de amigos, uns mais “jovens” outros mais “maduros”, casais e famílias com crianças a passear. As esplanadas dos restaurantes das principais artérias de Porto Covo estiveram bem compostas durantes os dias de FMM, mas também houve quem preferisse sentar nos bancos de jardim ou até na relva, para lanchar e conversar, enquanto esperava pelo final do dia para os concertos.

A festa da música muda-se hoje para Sines, com mais concertos

“Há uma intensificação de concertos na segunda e na terça-feira” que, em edições anteriores do FMM, “seriam geralmente [dias para] uma pequena pausa”, disse Carlos Seixas.

Com cinco concertos na segunda-feira e mais cinco na terça-feira, a música não dá folga ao público este ano.

“As pessoas estão cada vez mais os dias todos do festival e quem quer pode continuar a ver e quem não quer estar todos os dias, tem mais escolha e o público distribui-se mais antes da enchente habitual, a partir de quinta-feira”, acrescentou, para explicar a opção de aumentar o cartaz nestes dias.

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