Há milhares de livros e de discos do Mundo na Capela da Misericórdia de Sines

A diversidade discográfica e literária alia-se à diversidade musical do Festival Músicas do Mundo

DIÁRIO DA FEIRA| FEIRA DO LIVRO E DO DISCO © Helga Nobre

São cinco dias para mostrar a diversidade da literatura e da discografia mundial. É este o objetivo que a ‘Feira do Livro e do Disco’, patente na Capela da Misericórdia de Sines, no âmbito do Festival Músicas do Mundo, se propõe concretizar às centenas de visitantes/festivaleiros que diariamente entram e saem do espaço.

À semelhança do Castelo, que por estes dias recebe concertos dos cinco continentes, nesta capela também cabe o mundo inteiro. São milhares de discos e de livros que contam histórias.

“Embora seja uma mostra eclética porque o público do festival é eclético trago alguns livros ligados à música e às artes e depois confio na minha intuição”, explicou Joaquim Gonçalves, da livraria A das Artes.

 

No espaço, que nos acolhe com ritmos étnicos, fazendo-nos ‘dançar’ entre as várias publicações, há novidades e livros a preços vantajosos, assim como a presença de pequenas editoras de grande qualidade.

“Desta forma pensamos que enriquecemos também este grande festival”, acredita o livreiro premiado que, por estes dias, dedica o seu tempo à parceria com o Festival Músicas do Mundo, não só com a exposição como com a apresentação de livros de autores conceituados.

DIÁRIO DA FEIRA| FEIRA DO LIVRO E DO DISCO            © Helga Nobre

Este ano, passaram pelo Centro de Artes de Sines, Manuel da Silva Ramos, Sérgio Godinho e Cristina Carvalho. “Correram muito bem as sessões. É óbvio que Sérgio Godinho tem outras dimensões como artistas teve mais gente mas o Manuel da Silva Ramos, que é um autor excelente com uma grande obra publicada, teve a sala composta assim como a Cristina Carvalho que teve sala cheia também. Foi bom e é bom fazer estas coisas”, confidenciou.

 

Ao seu lado, no meio de cerca de dez mil discos, José Eduardo dos Santos orgulha-se da sua exposição que conta com cerca de 6 mil referências. Desde a Austrália até à Venezuela, passando pela China, há de tudo naquela montra do mundo, em CD e LP, garante o responsável que representa as editoras discográficas das “chamadas músicas do mundo”.

DIÁRIO DA FEIRA| FEIRA DO LIVRO E DO DISCO © Helga Nobre

José vem para Sines há catorze anos explicar ao público o que significa cada um dos discos expostos na ‘Feira do Livro e do Disco’.  “Para além de estarmos em contacto com o público, porque somos distribuidores, aproveitamos para explicar o que significa cada um destes discos para que a pessoa se identifique com cada um destes discos”, afirmou ao Diário da Feira.

 

“Qualquer edição do FMM em Sines é sempre muito boa porque cada uma das pessoas que por aqui passam estão identificadas com o estilo de música que gostamos e isto acaba por ser uma troca de ideias. A nível financeiro, conhece-se menos dificuldades em Sines do que o resto do ano nas grandes lojas da especialidade que têm grande dificuldade em perceber o que será mais comercializável dentro destes estilos de música”, acrescentou.

Setenta e cinco por cento do material discográfico desta feira “não é vendido nas lojas comerciais”, disse José Eduardo dos Santos que para vender diz ser importante que “os artistas dêem o máximo em palco”.

A Feira do Livro e do Disco pode ser visitada até ao fim do Festival Músicas do Mundo que se despede este sábado dos festivaleiros e da população de Sines.

 

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