O livro ‘Territórios Vinhanteiros de Portugal’ foi apresentado, no stand da Câmara de Grândola, no âmbito da Feira de Agosto. O documento é o resultado de um trabalho desenvolvido com os municípios de norte a sul do país e foi lançado no ano em que a Associação de Municípios Produtores de Vinho (AMPV) comemora os seus dez anos de existência. 

Promover os territórios de todos os associados da AMPV de todas as regiões do país, incluindo a Madeira e os Açores, é o principal objetivo deste livro. “Queremos dar a conhecer a vertente enoturística, aquilo que são as ofertas que esses territórios têm para quem as quer conhecer, bem como os principais eventos que são organizados por cada um dos municípios ligados ao tema do vinho, do turismo e da cortiça”, explicou ao Diário da Feira, José Arruda, secretário-geral da AMPV.

Ao longo das 279 páginas, o livro percorre o país, dando a conhecer aos leitores “a oferta” vinícola, assim como “a promoção do interior do país”. Na parte inicial do livro, a Associação de Municípios Produtores de Vinho dá a conhecer o trabalho que tem vindo a desenvolver nos últimos anos no que concerne à promoção dos territórios vinhanteiros, os diversos parceiros, e, prossegue com a descrição de cada um dos setenta e sete municípios aderentes.

“Dedica quatro páginas a cada um dos territórios e reúne um conjunto de informações, como a sua localização,  a oferta enoturística e os eventos que são promovidos ao longo do ano”, adiantou o responsável.

De fácil consulta, o livro prende a atenção do leitor através das diferentes imagens de cada um dos territórios representados. Na Região Vitivinícola da Península de Setúbal merecem destaque os municípios de Palmela, Montijo, Setúbal e Grândola.

“Há neste momento contactos com outros concelhos e estamos na expectativa de podermos crescer em número de associados e parceiros e penso que, no futuro, iremos ter mais municípios associados a um projeto” que, além do livro, elege todos os anos a cidade do vinho; desenvolve um Concurso Nacional de Vindimas; a Rota ‘Vinhos de Portugal’ e está ligado à rede de Cidades Cortiçeiras, além de outros projetos europeus ligados ao enoturismo.

“O nosso objetivo é trabalhar em rede e fazer com que os nossos parceiros tenham uma maior projeção através destas diversas atividades e parcerias”, garantiu.

José Arruda diz que Portugal é um país cada vez mais vinhanteiro e a prová-lo está um estudo do Instituto Português da Vinha e do Vinho que indica que somente dois municípios do país não têm vinha registada.

“Portugal já é escolhido pelos turistas estrangeiros pelo tema do vinho e da gastronomia, ultrapassando o clássico ‘sol e praia’ como cartão de visita e, é nessa perspetiva, que os pequenos territórios estão a apostar levando emprego e revitalizando as economias locais”, realçou o responsável que não tem dúvidas em afirmar que Portugal tem uma oferta ligada ao vinho e à gastronomia que é “uma das melhores do mundo”.

 

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