“Queremos garantir a sustentabilidade” do Festival Músicas do Mundo


FMM2018 | © CMS

O presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas defendeu a necessidade de explorar cada vez mais a vertente comercial do Festival Músicas do Mundo (FMM) para garantir a sustentabilidade de um dos melhores festivais europeus.

 

O orçamento tem evoluído. Não conseguimos avançar hoje quais serão os números finais mas diria que nos últimos anos houve preocupações em tornar o festival mais sustentável, os orçamentos foram reduzidos nos últimos anos e as receitas subiram significativamente”, sublinhou.

“Tivemos o cuidado de reduzir os custos nos primeiros anos em cerca de 300 a 400 mil euros, aumentamos o preço dos bilhetes, e, neste momento, estamos a cobrar cerca de 20 euros de entrada para o sábado e criamos o bilhete de fim de semana que tem sido um sucesso”, disse.

O autarca adiantou que o festival “não pode ser visto apenas como um serviço que é prestado à população” mas “tem de ter uma vertente comercial” com a criação de novas dinâmicas “em torno do merchandising, no investimento que temos feito em comunicação e nas campanhas a nível internacional através do Turismo de Portugal”.

 

Em declarações ao Diário da Feira, a poucas horas do regresso da grande montra da world music à cidade de Sines para a celebração da 20.ª edição, o autarca não tem duvidas em afirmar que a aposta deste executivo foi positiva para a projeção do festival.

 

Queríamos, desde a primeira hora, que o festival tivesse uma projeção, que de facto foi conseguida nos últimos anos. Não é por acaso que a Aporfest atribui nos últimos 3 a 4 anos vários prémios ao FMM e isso diz bem daquilo que foi a aposta deste executivo em projetar cada vez mais este festival”, acrescentou.

Feitas as contas, o autarca espera atingir “mais de meio milhão de euros de receitas” tendo como meta a “sustentabilidade do festival” que, frisa, “de outra forma, seria impossível de realizar”.

Espetador desde a primeira edição, Nuno Mascarenhas diz que o festival cresceu e que essa evolução se deve em grande parte ao trabalho “que foi desenvolvido, principalmente, pela autarquia e pelos técnicos da autarquia” que fez com que o festival “atingisse uma projeção de nível internacional e isso só nos dá responsabilidade para melhorar” ano após ano.

A partir de hoje Sines assiste a uma maratona de concertos em vários palcos e a uma mão cheia de atividades paralelas que arrastam cada vez mais público. 

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