Elida Almeida tem Cabo-Verde no coração e soube transmitir esse amor no arranque da 20.ª edição do Festival Músicas do Mundo, em Sines. Em palco a cantora, natural da ilha de Santiago, é um furacão e não deixa ninguém indiferente.

Pela segunda vez no palco do FMM não desiludiu os fãs do batuque, funaná, coladera e tabanka. Foi o primeiro concerto da noite e Elida soube estender a passadeira vermelha para os que se seguiam.

Em declarações ao Diário da Feira, a vencedora do prémio Découvertes RFI 2015, recordou as diferenças do primeiro concerto em Porto Covo, em 2015, mas com um público “muito parecido”.

“Foi bem diferente embora o público tenha sido muito parecido. Tinha algumas pessoas na plateia que me conhece desde a última vez que atuei em Porto Covo e, desta vez, também tinha muitos cabo-verdianos e isso dá um sabor especial ao concerto porque faz com que ganhe mais energia”, sublinhou.

Elida Almeida, uma das vozes promissoras da música cabo-verdiana com um disco lançado em 2017 diz que no último ano “mudou muita coisa” mas “ao mesmo tempo, nada”. “Ganhei muita experiência, subi muitos mais palcos e desde que começamos que não paramos, com muitos concertos e tournés muito longas. Isso faz com que toda a gente no projeto amadureça e dá para sentir como toda a equipa cresce”.

 

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