Vinte Anos de FMM: “O melhor concerto foi o que não assisti” – Alexandre Venturinha


De um castelo quase vazio às enchentes de público que todos os anos marca presença no Festival Músicas do Mundo, Alexandre Venturinha regista a evolução em termos de organização e na dimensão do FMM.

QUAL É A PRIMEIRA RECORDAÇÃO QUE GUARDA DO FESTIVAL MÚSICAS DO MUNDO ?

O castelo vazio e esta zona do largo cheia de gente. Venho desde o primeiro festival e lembro-me bastante bem dos Clã atuarem no primeiro ano. A maior parte das pessoas que se encontravam no castelo eram, maioritariamente, de Sines.

NA SUA OPINIÃO, COMO EVOLUIU O FESTIVAL ?

Em termos musicais o festival evoluiu. Na organização, na dimensão também evoluiu de forma positiva. Quero destacar também a envolvência da população local e o facto de ter atraído pessoas de todo o lado. Fundamentalmente trouxe um festival, pois passou de apenas alguns concertos para um verdadeiro festival.

QUAL FOI O MELHOR ANO E PORQUÊ ?

O melhor ano não me lembro mas o melhor concerto, se calhar, foi o que não assisti ou seja, Gogol Bordello. Dos que assisti guardo na memória Dubioza Kolectiv, porque na minha opinião além de trazer músicas do mundo é importante fazer mexer o público e foi o que aconteceu com esta banda. 

O QUE PODE MELHORAR NO FESTIVAL MÚSICAS DO MUNDO ?

As filas para o último dia. É impensável comprar um bilhete e já estarem concertos a decorrer.

Previous Atividades Paralelas completam quinze anos a mostrar outros mundos
Next Elida Almeida: Nos últimos três anos "ganhei muita experiência, subi muitos palcos"