Mais público, críticas positivas e unidades de turismo do concelho cheias são alguns dos aspectos destacados pelo presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, que fez um balanço da 20.ª edição do Festival Músicas do Mundo numa entrevista conjunta aos meios de comunicação social, hoje enquanto ainda decorrem os últimos concertos no Castelo.

Leiam abaixo a entrevista na íntegra e/ou ouçam as declarações do autarca:

Que balanço é que faz da 20.ª edição do Festival Músicas do Mundo? Os objectivos foram conseguidos?

Sim, penso que sim. Claramente o festival está a ter mais adesão. Naturalmente que não temos ainda números relativos às bilheteiras, mas aquilo que nos têm transmitido as pessoas que nos têm visitado é que o festival cada ano que passa está melhor, temos mais para oferecer aos visitantes e naturalmente que isso para nós é uma satisfação independentemente do programa que temos associado ao festival, que é sempre excelente, obviamente.

 

Mas o objectivo foi conseguido, em termos de público, foi mais do que no ano passado?

Sim, nós já na quarta-feira tivemos mais público. Obviamente que nos palcos onde não existe bilhete, portanto não há entradas controladas não conseguimos aferir esses números, mas Porto Covo foi claramente superior ao ano passado. Em Sines na quarta-feira e quinta-feira também os números foram superiores ao ano anterior e naturalmente que para nós é importante essa questão. Mas o fundamental é trazer mais pessoas a Sines e isso foi conseguido. Aliás, basta ver o acampamento improvisado que este ano tivemos para oferecer aos festivaleiros, está completamente cheio. E isso é uma demonstração clara do interesse que este festival tem tido ao longo dos últimos anos.

 

Para a economia também foi importante? Os restaurantes estiveram cheios…

Sim, sem dúvida, aliás, há vários meses que não temos camas aqui na região. Isso é o comprovativo também do interesse que o festival tem suscitado ao longo dos anos. E naturalmente também pensamos que há aqui uma oportunidade para aqueles que queiram investir no nosso concelho poderem ter no futuro aqui unidades que certamente vão ter aqui rentabilidade, face não só a este festival, como todos os outros eventos que nós temos no concelho.

 

Vai ter uma unidade que vai nascer em Porto Covo, com 120 quartos…

Sim, foi anunciado na quarta-feira que a fundação INATEL e a Caixa de Crédito Agrícola estavam em negociações, foi assinado um protocolo que espero sinceramente que se venha a concretizar e no próximo ano tenhamos uma unidade excelente em Porto Covo, uma das jóias da Costa Alentejana.

 

Diz que a aposta é na sustentabilidade, no acampamento provisório, agora este anúncio do alojamento. Que reforço é que o festival pode vir a ter para a oferta a quem aqui visita Sines?

Naturalmente que a sustentabilidade financeira é muito importante, mas também a sustentabilidade ambiental.  Isso foi conseguido com a introdução do copo ecológico em que temos claramente muito menos resíduos do que em anos anteriores, com a questão do acampamento que permitiu também que as pessoas estivessem mais dias em Sines. E também a questão dos transferes entre Sines e Porto Covo que permitiu retirar das estradas algumas centenas e diria mesmo milhares de carros. E naturalmente foi do agrado de quem nos visitou mas também das pessoas que vivem em Sines e em Porto Covo e que tiveram a oportunidade os de Porto Covo vir aos concertos de Sines e o contrário, os de Sines irem a Porto Covo, o que foi claramente positivo nesta 20.ª edição do festival.

 

Ainda não tem números mas nos últimos dias, mas nota-se que tem havido aqui uma diferença em termos de público no Castelo. Quinta e sexta-feira não tiveram as enchentes de anos anteriores. Poderá ter sido penalizado pelo facto de ter havido outro festival, como o Boom?

Quinta-feira é sempre o dia mais fraco do festival. Curiosamente temos sempre mais pessoas dentro do Castelo na quarta-feira do que na quinta. Os números de sexta-feira ainda não tenho, portanto não consigo aferir. Mas aquilo que sentimos é que na cidade o número de pessoas é significativamente superior ano ano anterior.

 

Portanto superou as expectativas?

Claramente, aliás as expectativas não só pelo número de pessoas que estão na cidade, mas sobretudo pelos comentários que tenho ouvido nas rádios e nas televisões dos festivaleiros que cada vez mais dizem que este é um festival de referência não só em Portugal, mas também na Europa.

 

Para o próximo ano o que é que poderá vir, sendo que este foi um alinhamento diferente por serem as 20 edições, no próximo ano são os 20 anos?

Já estamos a trabalhar no próximo ano, naturalmente que no momento próprio vamos anunciar e certamente que teremos também algumas surpresas também no próximo ano.

 

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