Os Cordel do Fogo Encantado regressaram este ano ao Festival Músicas do Mundo, por onde já tinham passado em 2006, e trouxeram com eles a ‘Filha do Vento’, uma personagem criada pelos músicos para o novo disco ‘Viagem ao Coração do Sol’, que marca também o retorno do colectivo depois de um interregno de 8 anos.

Em 2006,  Os Cordel do Fogo Encantado, vindos do outro lado do Atlântico, pisaram pela primeira vez os palcos do Festival Músicas do Mundo. A banda, de Arcoverde, em Pernambuco, trouxe para o rock brasileiro o teatro, a poesia oral, a escrita dos cantadores e os ritmos afro-indígenas da região.

Formada em 1997, a banda decidiu parar em 2010 e voltou a juntar-se passados 8 anos.

“A banda estava junta há 13 anos, desde 97, nunca tivemos pausa nem descanso e resolvemos dar esse tempo, foram 8 anos”, recordou Lirinha, vocalista do colectivo.

A formação original voltou em 2018 para apresentar um novo disco, intitulado Viagem ao Coração do Sol.

“Criámos uma personagem chamada ‘Filha do Vento’, que também é conhecida como a ‘Liberdade’. Todas as canções é a caminhada do grupo em direcção ao coração do sol, onde mora a Filha do Vento”, explicou Lirinha, em entrevista ao Diário da Feira.

Embora com novas canções, o grupo mantém a mesma estética, com o mesmo estilo de instrumentação e poesia oral, adaptadas a “um mundo muito diferente, um mundo modificado pelas redes sociais principalmente”.

Oiçam aqui a entrevista completa ao Diário da Feira, na sexta-feira, antes da banda brasileira subir ao palco:

 

 

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