Vinte Anos de FMM : Marta Prata diz que o festival evoluiu e está “muito grande”


© Ângela Nobre

Assistiu às primeiras dez edições do Festival Músicas do Mundo como festivaleira e guarda na memória concertos que, garante, nunca irá esquecer. Shemekia Copeland, Rachid Taha e Gogol Bordello, são alguns dos exemplos. Marta Prata, responsável pela logística em torno do festival, diz que o FMM “está muito grande”. 

QUAL É A PRIMEIRA RECORDAÇÃO QUE GUARDA DO FESTIVAL MÚSICAS DO MUNDO ?

Assisti ao Festival Músicas do Mundo desde a primeira edição mas a primeira recordação que tenho é do concerto de Shemekia Copeland (EUA), penso que três anos após o arranque, não me lembro bem porque já são 20 anos. Sei que a maior recordação foi Shemekia Copeland por ter conseguido, com a voz dela, ter superado o fogo de artifício. Do primeiro tenho uma ideia muito vaga, éramos meia dúzia de gatos pingados no Castelo, essa é que é a verdade. Sentávamo-nos nas cadeiras e assim foi os primeiros 3 a quatro anos.

NA SUA OPINIÃO, COMO EVOLUIU O FESTIVAL ?

Cresceu imenso e, neste momento, temos dez dias de festival. Foi evoluindo ao longo dos anos e agora que trabalho nele tenho uma opinião diferente de quando era público. Assisti, durante dez anos, enquanto público e o mesmo número a trabalhar e acho que já não conseguia voltar a ser público do festival. Está muito grande, cada vez tem mais gente e com quatro palcos e Porto Covo, o festival evoluiu bastante.

QUAL FOI O MELHOR ANO E PORQUÊ ?

2008. Todos os anos a programação é fantástica mas nunca mais me esqueço do concerto de Rachid Taha e Gogol Bordello. Foi uma surpresa, não estava à espera. Lembro-me do concerto começar e como estava tão lento decidi ir buscar uma bebida e a meio do percurso voltei para trás e já não consegui mais. Tenho a imagem de olhar em volta e só ver cabeças aos saltos.

O QUE PODE MELHORAR NO FESTIVAL MÚSICAS DO MUNDO ?

Alojamento. Há muita coisa que ainda pode melhorar, apesar de não existir o festival perfeito e a organização perfeita mas o grande problema é a falta de alojamento. Já existe o acampamento provisório mas penso que é necessário haver um parque de campismo.

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